Para deputados do colegiado, as declarações de “repúdio à impunidade” feitas pelo militar em rede social foram consideradas um gesto de insubordinação ao Poder Judiciário. Foto: Sabrina Nóbrega/Alepe

Um Voto de Protesto contra o comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, foi aprovado pela Comissão de Cidadania da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta quarta (4). Os deputados consideraram um gesto de insubordinação ao Poder Judiciário as declarações de “repúdio à impunidade” feitas pelo militar em rede social na noite dessa terça (3). O colegiado encaminhará o documento para votação em Plenário.

Para o presidente da Comissão, deputado Edilson Silva (PSOL), a manifestação do general é “extremamente grave”. Na opinião dele, houve “tom de ameaça” frente à deliberação a ser tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula. “Não entramos no mérito do julgamento, pois o STF tem que ser respeitado em suas decisões. Se queremos mudar alguma coisa na Corte Suprema, terá que ser por meio da democracia”, ressaltou.

O parlamentar acrescentou que a participação em temas como esse não seria papel das Forças Armadas. “Tanto é assim que o Código de Disciplina Militar proíbe categoricamente esse tipo de procedimento”, considerou Edilson. O deputado salientou, ainda, que o protesto formal “não tem nada de partidário ou ideológico, mas é uma defesa da legalidade”.

A decisão foi aprovada por unanimidade na reunião do colegiado, da qual participaram as deputadas Laura Gomes (PSB), Terezinha Nunes (PSDB) e Socorro Pimentel (PSL).

Reunião Plenária – À tarde, no Plenário, Edilson Silva reforçou as críticas ao posicionamento de Villas Bôas. “No meu entendimento, o general perdeu as condições de continuar comandante do Exército”, opinou da tribuna. “Alguém que não tem capacidade de compreender sua missão institucional precisa imediatamente ir para a reserva”, defendeu.

Comissão de Cidadania da Alepe propõe Voto de Protesto contra comandante do Exército
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