Mudança resultou de portaria da Secretaria Estadual de Educação. Foto: Roberto Soares/Alepe

A retirada do Espanhol da matriz curricular obrigatória das Escolas Técnicas e de Referência da Rede Pública Estadual foi criticada pela deputada Teresa Leitão (PT) em discurso no Pequeno Expediente desta quinta (1º). Pela Portaria de nº 637/2018 da Secretaria Estadual de Educação, a disciplina torna-se eletiva e passa a compor o rol de atividades complementares dessas escolas.

“A medida segue a Reforma do Ensino Médio feita pelo Governo Federal, sobre a qual fizemos severas críticas, mas que precisa ser regulamentada no Estado pelo Conselho Estadual de Educação, e não ser feita à revelia dessa entidade, por meio de uma portaria”, considerou a parlamentar. Ela também reproduziu nota do  Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) ressaltando que a mudança “afeta professores e estudantes sem qualquer discussão com a comunidade escolar e a representação sindical desses trabalhadores”.

“Retiram a obrigatoriedade do Espanhol, apesar do Brasil ser o único grande país latino americano que não fala essa língua. E isso se torna ainda mais contraditório quando o Governo começa a mandar alunos para o Chile, por meio do Programa Ganhe o Mundo, por exemplo”, destacou a petista. “Temos professores que fizeram até pós-graduação na área e agora sofrem com o tumulto criado por essa mudança”, lamentou.

Fim de obrigatoriedade de aulas de Espanhol no Ensino Médio é criticado por Teresa Leitão
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