O DESAFIO DE INOVAR NA GESTÃO

Estamos na era não apenas da informação, porém da inovação. Empresas e entes públicos promovem reuniões, seminários, palestras, e o tema não se esgota.

Acabaram de tomar posse em todo país os novos Prefeitos, e o que eles pensam para os seus municípios? Quais são as ideias inovadoras para gerar desenvolvimento econômico e social?

Quais as ideias inovadoras para gerar receitas sem aumentar impostos, ou até mesmo diminuir impostos já que a carga tributária é insuportável em nosso país sem prejudicar o desenvolvimento sustentável?

Quantos municípios discutem, apontam e adotam medidas de contenção de despesas e geração de rendas?

É preciso que se avalie o custo das obras nos municípios, pois em sua grande maioria são pequenas obras de vultuosos valores com a justificativa da carga tributária e de uma tal tabela que os Doutores responsáveis pelos projetos juram que têm que seguir, quando na realidade o que deveria ser seguido seria o menor preço e a melhor qualidade.

Só não juram que as obras precisam ser entregues em condições de uso ou com a qualidade especificadas nos contratos e projetos, pois o que mais existe são obras de péssima qualidade inadequada para o uso a que se destina.

Obras iniciadas abandonadas nos municípios, dinheiro jogado pelo ralo e ninguém toma qualquer providência e nada acontece.

Os vultosos gastos com a coleta de lixo onde as cidades continuam sujas, prova disto são as epidemias de dengue, zika vírus, dentre outros casos de saúde pública.

E quem fiscaliza? Os Tribunais fiscalizam por planilhas online, os gestores fazem de conta que fiscalizam in loco, por que se assim fosse não receberiam obras inadequada para a finalidade a que se propõe o projeto.

Recursos sempre faltam. Mas será que a causa não está mais ligada a falta de gestão de políticas públicas?

Quando não temos médicos e remédios em muitos municípios, se constroem Unidades de Saúde.

Por que não reestruturar as já existentes e contratar profissionais de saúde e adquirir medicamentos para atendimento à população?

Vale ressaltar que os governos Federal e estaduais destinam convênios sem observância das prioridades, uma vez que a compra de equipamentos para saúde é invisível para o público enquanto a construção de unidades de saúde se faz até inaugurações, não para comemorar, mas para mostrar muitas vezes, elefantes brancos onde não tem equipamentos e alguns profissionais da saúde passam uma ou duas horas por dia e o povo sem assistência.

Acredito que aspectos como: o alto custo das obras, principalmente em relação a qualidade, o gasto sem planejamento, as obras iniciadas e abandonadas, dentre outros fatores como estes podem ser a causa da ineficiência das administrações públicas, principalmente nos municípios.

Por isto acho importante que temas como estes, não só sejam apenas discutidos, mas levados a sério pelos gestores e pelo povo que se dizem prejudicados dentro deste processo.

 

Tarcízio Leite

E-mail: tarcizio.leite@hotmail.com

WhatsApp: 87 9 9992-3163

 

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COLUNA DA QUARTA – Por Tarcízio Leite
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